sábado, 3 de agosto de 2013

Alguns pontinhos...

ADOREI AS ALMAS !!

Preto velho quando vem eles vem aos pés da cruz 
Pedindo a proteção para os filhos de Jesus (2x)
A terra tremeu, a terra tremeu, Tremeu a cruz mais não tremeu Jesus (2x)

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Santo Antonio de pemba segura a curimba segura o congá
Eu sou filho de pemba não posso cair eu não posso tombar 
Mais como caminhou meu pai, mais como caminho meu pai, mas como caminhou
Santo Antonio como caminhou...


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Plantei mandioca formiga comeu
Plantei, plantei, não planto mais.. 

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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Um pouquinho do Candomblé

O candomblé é uma religião que tem suas origem na África e foi re-criada no Brasil pelos africanos aqui trazidos como escravos ao longo de mais de três séculos (1525-1851). 
Os escravos provinham das mais diferentes partes da África, mas os grandes grupos que mais influençaram a cultura brasileira foram os bantos até o século XVIII e os sudaneses depois.
Na segunda metade do século XIX, em diversas cidades do Brasil surgiram grupos organizados de escravos que recriavam cultos religiosos que reproduziam não somente a religião africana, mas também outros aspectos da sua cultura na África. Nascia a religião afro-brasileira chamada candomblé primeiro na Bahia e depois pelo país afora.

Os principais criadores dessa religião foram os negros das nações iorubás ou nagôs e os das nações fons ou jejes.
Os grupos religiosos permitiam de recriar relações de hierarquia, subordinação e lealdade baseadas nos padrões familiares e de parentesco existentes na África, fazendo-se da família-de-santo uma espécie de miniatura simbolica da família iorubá.

A mais antiga Casa de candomblé, a 
Casa Branca (Ilé Àxê Ìyá Nasò Oká), foi fundada na cidade de Salvador da Bahia, cerca de 1830, por três escravas libertadas vindas de Kétu: Adetá, Ìyá Kalá e Ìyá Nasò e foi chefiada por esta ultima.
Após o falecimento de Ìyá Marcelina (Ôba Tosi), sucessora dela, duas filhas da casa criaram uma disputa na sucessão e uma das duas, Maria Júlia da Conceição Nacaré (Dada Bayáni Ajaku), fundou em 1847 o terreiro 
Ilé Omi Àxê Ìyá Masè nas terras de um senhor francês de nome Gantois.
Em 1903 na Casa Branca, que entretanto tinha mudado da Barroquinha para o Engenho Velho, aconteceu uma nova revolta para a liderança e Ìyá Eugênia Ana dos Santos (Ôba Biyi) acaba por deixar a Casa Branca e fundar, em 1910, o 
Ilé Àxê Òpó Àfônjá, em São Gonçalo do Retiro.
En 1913 foi fundada a 
Casa de Oxumare, que esta no ponto final da federaçao na rua Vasco da Gama.
Essas quatros casas de candomblé, as primeiras fundadas no Brasil, continuam em funcionamento até os dias de hoje e muitas outras nasceram em todo o País.
- R. Prandi, De africano a afro-brasileiro: etnia, identidade, religião;
- V. da Costa Lima, 
A família-de-santo;

Exu 2 Cabeças

EXÚ de 2 Cabeças

É o exu das indiferenças é um exu poderoso que aceita tudo que é diferente. Ele come por 2 pois tem duas polaridades de sexo.

É um exu que pode trabalhar para pessoas aleijadas. Ele trabalha e com pessoas homossexuais e aceita o casamento gay por que trabalha com 2 forças

Exu Arranca Toco

Exú Arranca Toco pertence à Linha das Almas chefiada por Omulú. Pelo fato de que o Exú Arranca Toco normalmente se apresenta com a forma mistificada de um caboclo, muita gente pensa que é o caboclo que tem o mesmo nome. Sua visão astral é de um índio com um símbolo de Ogum no peito e um manto vermelho e verde. A verdade é que Exú Arranca Toco é uma entidade da esquerda da Umbanda e Caboclo Arranca Toco é uma entidade da direita da Umbanda. Ele seria um caboclo quimbandeiro. O campo de atuação desse Exú é geralmente nas matas, onde ele é o responsável em cuidar de todos os cemitérios clandestinos ou qualquer lugar na mata onde enterrarem um corpo. Trabalha com velas pretas, vermelhas, brancas, verdes, pontos e fundanga. Costuma receitar ervas e faz "chumaços" de folhas de matos, como ponto de força para quem lhe pede ajuda. Fuma e bebe de tudo. Costuma trabalhar descalço, com calça arregaçada. Recebe oferenda nas matas. Bebe marafo com folhas de absinto ou erva doce, conhaque, fuma charutos. Obs: em alguns livros ele é descrito como Exú Tira-Toco, em outros como Exú Arranca-Toco. Pertence a linha negativa de Ogum, sendo serventia de Sr. Ogum Beira Mar.
UM PONTO:

O meu Senhor das Almas, de mim não faça pouco O meu Senhor das Almas, de mim não faça pouco 

Olha lá que ele é Exú, é Exú Arranca Toco Olha lá que ele é Exú, é Exú Arranca Toco

Exu Giramundo


Sua história começou muito antes de muitas histórias... Muitos de vocês, talvez não acreditem em vida fora da Terra, mas esse Exu veio de outras Terras, de outros mundos. Viveu em um planeta melhor e mais evoluído que o nosso, em outro Sistema Solar. Acompanhou a orbe dos "exilados" para povoar esse novo mundo, mas ao chegar aqui, conheceu o amor de uma mortal humana e apaixonou-se. Esqueceu de seu compromisso como guardião estelar, esqueceu quem era e apenas quis viver esse amor. Quis ser mortal, tornar-se humano e viver por aqui. Porém, ao fazer isso, foi expulso da Federação e perdeu seus direitos. Ao aceitar viver na Terra, sofreu as dores da carne e de ser renegado, foi perseguido por aqueles que trouxe e pelos seus; foi um excluído!
Somente sua amada ainda o quis e com ela fugiu... Mas foi caçado! Mataram-na e ele nada mais teve de seu... Somente seu ódio e sua sede de vingança! Descobriu o que é ser humano! Tornou-se um bárbaro e um conquistador. Conquistou reinos e pessoas. Ficou conhecido como o "El Diablo Negro"! Podia ir e estar em qualquer lugar - seu poder era enorme!
Na época de sua primeira vida na Terra, os Atlantes ainda existiam... A partir daí reencarnou em Lemúria, em Mu, no baixo Egito, na África e sempre com a mesma tirania conduzia o seu povo. Tornou-se amado e odiado. Quando não lembrava mais quem era e de onde veio, reencontrou o amor de uma mulher, muito parecida com aquela que amou um dia. Ela vivia entre o povo hebreu que fugiu do Egito, sob o comando de Moisés. A história dela era muito parecida com uma história que ele conheceu em outras épocas e algo dentro dele renasceu...
A partir dessa vida, passou a reencarnar no oriente, entre o povo de pele amarela... Conheceu o Hinduísmo e o Xintoísmo e tornou-se menos tirano. Sua última encarnação foi na época de Buda. Conheceu sua filosofia de vida. Decidiu mudar e reaprendeu a viver. Ao desencarnar foi convidado a trabalhar na semeadura de um novo compromisso nas terras onde andou. Conheceu, então, o Cristianismo! E mais tarde também auxiliou Maomé.
Depois disso passou a atuar no planeta em todas religiões nascentes e crescentes. É por isso que hoje ele trabalha na Umbanda, como já trabalhou em tantas outras religiões. Seu nome: EXU GIRAMUNDO, vem do fato dele poder estar em diversas esferas, atuar em diversos setores e se deslocar no tempo e no espaço com muita habilidade. Por isso, ele gira o mundo e sempre sabe como resolver uma situação ou como encontrar uma solução para o problema em questão. Porque ele é verdadeiramente um guardião!

Exu chama dinheiro

QUEM QUER DINHEIRO ? CHAMA LOGO O EXÚ CHAMA DINHEIRO 


LÁ NO MEU CRUZEIRO ONDE EU MORO ! 
NINGUÉM FICA ! SEM DINHEIRO ! 
POIS EU SOU O EXÚ ! EXÚ CHAMA DINHEIRO ! 
VOCÊ PODE ACREDITAR ! 
PARA AQUELES FILHOS DE FÉ !
VÁ ATÉ O MEU CRUZEIRO ! 
COM UMA VELA E UMA CACHAÇA !
E CHAMA LOGO ! 
O EXÚ CHAMA DINHEIRO!


*SALVE!*
**
*EXU CHAMA DINHEIRO NA QUIMBANDA*
*- do manual de Tata Nazareno*
**

*Exu Chama Dinheiro **é especializado em atrair dinheiro, *

*favorecer nas questões financeiras e *

*faclilitar o êxito monetário. *

* *

Sr. Exu Chama Dinheiro tinha o nome de Magnus.

Foi principe na antiga Iugoslávia e como era o filho mais novo sempre foi mimado por todos.
Cresceu sem limites e quando atingiu a maioridade exigiu dos pais o que era seu e foi ao mundo.

Gastou tudo tudo, com prostitutas, jogo e bebida. Seu pai o acolheu novamente, mas Magnus tinha as suas recaidas e foi gastando a fortuna do rei em detrimento dos irmãos.

Como era o preferido, o Rei morreu tentando ajuda-lo.
Após a morte do pai e com a vida dissoluta tambeé morreu jovem.

Aprofundou-se nas trevas...e apos longas reflexões e muinto sofrimento se coscientizou de tudo o que fez e desperdiçou.

Agora trabalha por aqueles que usam o dinheiro de forma produtiva e encontram dificuldades.
Aprecia vodca ou cachaça sem açucar. u Chama Dinheiro

Exu João Caveira

O Exu João Caveira contou uma de suas vidas passadas.
Disse que na Idade Média, foi um fiel conselheiro de um senhor feudal.
Criada uma situação no feudo de difícil solução, foi solicitada a sua opinião para decidir a questão.
Se decidisse de uma forma, agradaria todos os senhores, e de outra forma, faria justiça a todos os desafortunados moradores do lugar.
Para ganhar a simpatia do lado forte, decidiu pela primeira hipótese, mesmo contrariando a sua vontade, que em nenhum momento expressou.
Por causa disso, ganhou um carma enorme, que está resgatando nos terreiros de Quimbanda.

Outra lenda de João Caveira

Sou Exu assentado nas forças do Senhor Omulu e sob a sua irradiação divina eu trabalho.
Fui aceito pelo divino trono e nomeado Exu a mais ou menos dois milênios, depois de minha última passagem pela terra, a qual fui um pecador miserável e desencarnei amarrado ao ódio, buscando a vingança, dando vazas ao meu egoísmo, vaidade  e todos os demais vícios humanos que se possa imaginar.
Fui senhor de um povoado onde habitava a beira do grande rio sagrado. Nossa aldeia cultuava a natureza e inocentemente fazia oferendas cruéis de animais e fetos humanos. Até que minha própria mulher engravidou e o sumo sacerdote, decidiu que a semente que crescia no ventre de minha amada, devia ser sacrificado, para acalmar o Deus da tempestade. Obviamente eu não permiti que tal infortúnio se abatesse sobre a minha futura família, até porque se tratava de meu primeiro filho. Mas, todo o meu esforço foi em vão. Em uma noite tempestuosa, os homens da aldeia reunidos, invadiram a minha tenda silenciosamente, roubaram minha mulher e a violentaram, provocando imediato aborto, e com o feto fizeram a inútil oferenda no poço dos sacrifícios. Meu peito se encheu de ódio e eu nada fiz para contê-lo. Simplesmente enquanto houve vida em mim, eu matei um a um dos algozes de minha esposa inclusive o tal sacerdote.
Passei a não crer mais em Deuses, pois o sacrifício foi inútil. Tanto que meu povoado sumiu da face da terra, soterrado pela areia, Tamanha foi a fúria da tempestade. De repente o que era rio virou areia e o que era areia virou rio. Mas meu ódio persistia. Em meus olhos havia sangue e tudo o que eu queria era sangue.Sem perceber, estava sendo espiritualmente influenciado pelos homens que matei, que se organizaram em uma trevosa falange afim de me ver morto também. O sacerdote era o líder. Passei então a ser vítima do ódio que semeei.
Sem morada e sem rumo, mas com um tenebroso exército de homens odiosos, avançamos contra várias aldeias e povoados, aniquilando vidas inocentes e temerosamente assombrando todo o Egito antigo. Assim invadimos terras e mais terras, manchamos as sagradas águas do Nilo de sangue, bebíamos e nos entregávamos a todas as depravações com todas as mulheres que capturávamos. Foi uma aventura horrível. Quanto mais ódio eu tinha, mais eu queria ter. Se eu não poderia ter minha mulher, então que nenhum homem em parte alguma poderia ter.
Entreguei-me à outros homens, mas ao mesmo tempo violentava bruscamente as mulheres.As crianças, lamentavelmente nós matávamos sem piedade. Nosso rastro, era de ódio e destruição completas. Até que chegamos aos palácios de um majestoso faraó, que também despertava muito ódio em alguns muito interessados em destruí-lo, pois os mesmos não concordavam com sua doutrina e religião. Eis que então fomos pagos para fazer o que tínhamos prazer em fazer, matar o faraó. Foi decretada então a minha morte. Os fiéis soldados do palácio, que eram muito numerosos, nos aniquilaram com a mesma impiedade que tínhamos para com os outros. Quem com ferro fere, com ferro será ferido. Isto coube na medida exata para conosco. 
Parti para o inferno. Mas não falo do inferno aos quais as pessoas estão acostumadas a ouvir nas lesdas das religiões efêmeras que pregam por aí. O inferno ao qual me refiro é o inferno da própria consciência. Este sim é implacável. Vendo o meu corpo inerte, atingido pelo golpe de uma espada, e sangrando, não consegui compreender o que estava acontecendo. Mas o sangue que jorrava me fez recordar de todas as minhas atrocidades. Olhei todo o espaço ao meu redor, e, tudo o que vi foram pessoas mortas. Tudo se transformou de repente. Todos os espaços eram preenchidos com corpos imundos e fétidos, caveiras e mais caveiras se aproximavam e se afastavam. Naquele êxtase, caí derrotado. Não sei quanto tempo fiquei ali, inerte e chorando, vendo todo aquele horror.
Tudo era sangue, um fogo terrível ardia em mim e isso era ainda o mais cruel. Minha consciência se fechou em si mesma. O medo se apossou de mim, ja não era mais eu, mas sim o peso dos meus erros que me condenava. Nada eu podia fazer. As gargalhadas vinham de fora e atingiam os meus sentidos bem lá no fundo. O medo aumentava e eu chorava cada vez mais. Lá estava eu, absolutamente derrotado por mim mesmo, pelo meu ódio cada vez mais sem sentido. Onde estava o amor com que eu construí meu povoado? Onde estavam meus companheiros? Minha querida esposa? Todos me abandonaram. Nada mais havia a não ser choro e ranger de dentes. Reduzí-me a um verme, jogado nas trevas de minha própria consciência e somente quem tem a outorga para entrar nessa escuridão e quem pode avaliar o que estou dizendo, porque é indescritível. Recordar de tudo isso hoje, já não me traz mais dor alguma, pois muito eu aprendi deste episódio triste da minha vida espiritual. 
Por longos anos eu vaguei nessa imensidão escura, pisoteado pelos meus inimigos, até o fim das minhas forças. Já não havia mais suspiros, nem lágrimas, nem ódio, nem amor, enfim, nada que se pudesse sentir. Fui esgotado até a ultima gota de sangue, tornei-me um verme. E na minha condição de verme, eu consegui num último arroubo de minha vil consciência pedir socorro a alguém que pudesse me ajudar. Eis que, então, depois de muito clamar, surgiu alguém que veio a tirar-me dali, mesmo assim arrastado. Recordo-me que estava atado a um cavalo enorme e negro e o cavalheiro que o montava assemelhava-se à um guerreiro, não menos cruel do que eu fui. Depois de longa jornada, fui alojado sobre uma pedra. Ali me alimentaram e cuidaram de mim com um desvelo incompreensível. Será que ouviram meus apelos? Perguntava-me intimamente.Sim claro, senão eu ainda estaria la naquele inferno, respondia-me a mim mesmo. Cale-se e aproveite o alvitre que vosso pai vos concedeu. - Disse uma voz vinda não sei de onde. O que eu não compreendi e como ele tinha me ouvido, já que eu não disse palavra alguma, apenas pensei, mas ele ouviu. Calei-me por completo.
Por longos e longos anos fiquei naquela pedra, semelhante a um leito, até que meu "corpo" se refez e pude levantar-me novamente. Apresentou-se então meu salvador. Um nobre cavaleiro, armado até os dentes. Carregava um enorme tridente cravejado de rubis flamejantes. Seu porte era enorme. Ele usava uma cartola, mas eu não consegui ver seu rosto.Não tente me olhar imbecil, o dia que te veres, verás a mim, por que aqui todos somos iguais.Disse o homem em tom severo. Meu corpo tremia e eu não conseguia conter, minha voz não saia e eu olhava baixo, resignando-me perante suas ordens.
- Fui ordenado a conduzir-lhe e tenho-te como escravo. Deves me obedecer se não quiseres retornar aquele antro de loucos onde estavas. Siga minhas instruções com atenção e eu lhe darei trabalho e comida. Desobedeça e terá o castigo merecido.
- Posso saber o seu nome, nobre senhor?
- Por enquanto não, no tempo certo eu revelarei, agora cala-te, vamos ao nosso primeiro trabalho.
- Esta bem.
Segui o homem, ele a cavalo e eu corria atras dele, como um serviçal. Vagamos por aqueles lugares sujos e executamos varias tarefas juntos. Aprendi a manusear as armas, que me foram dadas depois de muito tempo. Aos poucos meu amor pela criação foi renascendo. As varias lições que me foram passadas me faziam perceber a importância daqueles trabalhos no astral inferior. Gradativamente fui galgando os degraus daquele mistério com fidelidade e carinho.
Ganhei a confiança de meu chefe e de seus superiores. Fui posto a prova e fui aprovado. Logo aprendi a volitar e plasmar as coisas que queria. Foram anos e anos de aprendizado. Não sei contar o tempo da terra, mas, asseguro que menos de cem anos não foram.
Foi então, que em uma assembléia repleta de homens iguais ao meu chefe, eu fui oficialmente nomeado Exu. Nela eu me apresentei ao senhor Omulu e ao divino trono, assumindo as responsabilidades que todo o Exu deve assumir se quiser ser Exu.
- Amor ao criador e às suas leis;
- Amor a criação do pai e a todas as suas criaturas;
- Fidelidade acima de tudo;
- Compreensão e estudo, para julgar com a devida sabedoria;
- Obedecer as regras do abaixo, assim como as do acima;
E algumas outras regras que não me foi permitido citar, dada a importância que elas tem para todos os Exus.
A principio trabalhei na falange de meu chefe, por gratidão e simpatia. Mas logo surgiu-me a necessidade de ter a minha própria falange, visto que os escravos que capturei já eram em grande número. Por esta mesma época, aquele antigo sacerdote, do meu povoado, lembram-se? Pois é, ele reencarnou em terras africanas e minha esposa deveria ser a esposa dele, para que a lei se cumprisse. Vendo o panorama do quadro que se formou, solicitei imediatamente uma audiência com o Divino Omulu, e com o senhor Ogum-Avagã para que eu pudesse ser o guardião do meu antigo algoz. Meu pedido foi atendido. Se eu fosse bem sucedido, poderia ter a minha falange. Assim assumi à esquerda do sacerdote, que, na aldeia em que nasceu, foi preparado desde menino para ser o Babalorixá em substituição ao seu pai de sangue. A filha do Babalao era minha ex esposa que estava prometida ao seu antigo algoz. Assim se desenvolveu a trama que pôs fim as nossas diferenças, minha ex mulher deu a luz a vinte e quatro filhos e todos eles foram criados com o devido cuidado. Muito trabalho eu tive naquela aldeia. Até que as invasões, as capturas e o comércio de negros para o Ocidente se fizeram. Os trabalhos redobraram, pois tínhamos que conter toda a revolta e o ódio que emanava dos escravos africanos, presos aos porões dos navios negreiros.
Mas meu protegido, já estava velho e foi poupado, porém seus filhos não, todos foram escravizados. Mas era a lei e ela deveria ser cumprida.
Depois de muito tempo uma ordem veio do encima: Todos os guardiões devem se preparar, novos assentamentos serão necessários, uma nova Religião irá nascer, o que para nós era em breve, pois não sei se perceberam, mas o tempo espiritual e diferente do material. Preparamo-nos, conforme nos foi ordenado, até que a Umbanda foi inaugurada. Então eu fui nomeado Guardião à esquerda do Sagrado Omulu, e pude então assumir minha falange, meus graus e meus degraus. Novamente assumi a obrigação de conduzir meu antigo algoz, que hoje está no encima, feito meritóriamente alcançado, devido a todos os trabalhos e sacrifícios feitos em favor da Umbanda e do bem.
Hoje, aqui no embaixo, comando uma falange dos Exus Caveira, e somente após muitos e muitos anos eu pude ver minha face em um espelho, e pude ver que ela é igual do meu grande e querido tutor o Grande Senhor Exu Tata Caveira, a quem devo muito respeito e carinho. Não confundam o Exu João Caveira Com o Exu Tata Caveira, os trabalhos são semelhantes mas os mistérios são diferentes. Tata Caveira trabalha nos sete campos da fé. Exu João Caveira, trabalha nos mistérios da geração na calunga, porque é lá que a vida se transforma, dando lugar a geração de outras vidas. Onde há infidelidade e desrespeito para com a geração da vida ou aos seus semelhantes, Exu João Caveira atua, desvitalizando e conduzindo no caminho correto, para que não caiam nas presas doloridas e impiedosas, pois não desejo a ninguém um décimo do que passei. Se vossos atos forem bons e louváveis perante a geração e ao Pai Maior, então vitalizamos e damos forma a todos os desejos de qualquer um que queira usufruir dos benefícios dos meus mistérios. De qualquer maneira, o amor impera, sim, o amor, e porque Exu não pode falar de amor? Ora, se foi por amor que todo o Exu foi salvo, então o amor é bom e o respeito a ele conserva-nos no caminho. Este é o meu mistério. Em qualquer lugar da calunga, pratique com amor e respeito a sua Religião, pois Exu João Caveira abomina a traição e infidelidade, como, por exemplo, o aborto, isto não é tolerado por mim, e todos que praticam tal ato são então condenados a viver sob as hostes severas de meu mistério.
Peça o que quiser com fé, e com fé lhes trarei, pois todos os Exus Caveira são fiéis a seus médiuns e aqueles que nos procuram.
A falange dos Exus Caveira pertence ao Grande Tata Caveira, os demais não posso citar, falo apenas do meu mistério, pois dele eu tenho conhecimento e licença para abrir o que acho necessário e básico para o vosso aprendizado, quanto ao mais, busquem com vossos Exus pessoais, que são grandes amigos de seus filhos e certamente saberão orientar com carinho sobre vossas dúvidas. Mais a mais, se um Exu de minha falange consegue vencer através de seu médium ou protegido, ele automaticamente alcança o direito de sair do embaixo e galgar os degraus da evolução em outras esferas.
Que o Divino Pai Maior possa lhes abençoar e que a Lei Maior de todas as Religiões lhes traga dias melhores.
Com carinho.
Exu João Caveira.